Bienvenue!!

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Volta e meio tenho uma ideia, um insight ou simplesmente uma vontade despretensiosa de deixar trasbordar minha mente e minha alma para o “papel”. Contudo, nunca havia sentido vontade de publicar nenhum dos textos ou artigos que escrevo por entender que ficaria presa, atrelada e comprometida para sempre com minhas próprias palavras.

Hoje, percebi que eu posso publicar livremente e mudar de opinião; posso ter uma nova ideia e sobrepô-la à anterior quantas vezes eu sentir vontade ou necessidade! Afinal, cada vez que aprendo, mudo!

Logo, mudar é bom e agora me sinto livre inclusive para invalidar amanhã aquilo que eu escrever hoje!

Sendo assim, sejam muito bem-vindos ao meu Moleskini virtual!!!

Apesar de ter criado aqui um espaço para mim mesma, resolvi compartilhar sem a pretensão de influenciar ou tampouco agradar. Então, fique à vontade para conversar, gostar ou não gostar, perguntar e responder, concordar ou simplesmente discordar!

Welcome to my World!

Welcome to my Brain!

Welcome to my Heart!

Bye Bye, Kids!!! Hello, my Love!!!

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Sempre me considerei uma pessoa durona e bastante forte, resistente. Apesar de amorosa, sempre fui pouco emotiva. Chorar com filmes? Chorar de tristeza? Sempre estive mais pra chorar de raiva!!! Com uma exceção…

…meus dois filhos!

Apresentação da escola, teatro na igreja, cantoria no Dia das Mães, nota alta, nota baixa, quadrilha de Festa Junina, bilhetinhos, pinturas ou qualquer tipo de manifestação da Luciana ou do Pedro Henrique sempre foram capazes de fazer transbordarem meus olhos!

Tem uma música da Paula Toller que é infalível na arte de me fazer chorar! Fala de filho, claro! Não me recordo de uma única vez que tenha ouvido a música e não tenha chorado. Choro TODAS as vezes que escuto! Chama-se Barcelona 16 e foi composta por Paula para o seu filho Gabriel. Diz assim:

Eu não sabia que existia / Esse outro parto de partir / E me deixar na beira do cais / Filho sempre meu não mais

Eu não sabia que teria / Que ter você pela segunda vez / Dar a luz a arte e ao mar / E a tudo mais que você sonhar

Solta da minha mão / Leva o seu violão / Dentro do mochilão / Leva também o meu coração

Eu não sabia que teria / Que ter você pela segunda vez / Dar ao mundo e a tudo que há / E a tudo mais que você criar

Solta da minha mão / Leva o seu violão / Dentro do mochilão / Leva também o meu coração

E meus filhos se foram!!! Soltaram da minha mão e foram para o mundo levando meu coração.

Educamos nossos filhos de maneira bastante independente para os padrões da nossa cidade e da nossa classe social. Por vezes fomos criticados, mas seguimos firmes na crença de que são um empréstimo de Deus para nós, e não nossa propriedade! São flechas para serem lançadas, como afirma Salomão no Salmo 127: “Os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que ele dá. Como flechas nas mãos do guerreiro são os filhos nascidos na juventude. Como é feliz o homem cuja aljava está cheia deles!”

Mesmo tendo me preparado para um dia arremessar minhas flechas, desde que lançamos a segunda delas ainda não consegui achar novo prumo. Agora nem posso arriscar escutar Barcelona 16!!! (Hahahahaha) A partida da segunda flecha acirrou a saudade da primeira e há meses vivo no limbo entre a tristeza de não os ter por perto e a alegria de voltar aos tempos de lua de mel com o Amor da minha vida!

Agradeço a Deus por ter, ao longo dos últimos 22 anos, nutrido nosso amor de casal! Mesmo em meio à correria das fraldas, ao desespero dos choros de dor, às deliciosas gargalhadas infantis, aos passeios exclusivamente para pequeninos, às cansativas “caronas” adolescentes e após os incontáveis Reais gastos, Deus permitiu que nosso amor continuasse crescendo, até o ponto em que percebi que meu coração continuava acelerando todas as semanas ao busca-lo no aeroporto durante os quase 2 anos que moramos em cidades separadas!

Não sei o que seria de mim agora, se não houvesse alegria no reencontro diário, no compartilhar da mesa posta apenas para nós dois, no silêncio do carro, nos inúmeros brindes ao pôr do sol, no aconchego de uma nova casinha pequena! Ai de mim se todo o meu amor tivesse ido junto com minhas flechas…

Oscilando entre a nostalgia e a euforia, ainda não sei o que vou fazer com o tempo que sobra, com os sábados silenciosos e a quantidade de ideias que não vêm acompanhadas de qualquer vontade de me mexer! Assim, vou ficando por aqui, em estado de simples contemplação! Vou esperando o coração de mãe assentar. E quem sabe já será tempo de o netinho chegar??!!!

Brasília, 06 de junho de 2015.

Ansiedade

Mitch Dobrowner_Storm over Field

Doença que assola a alma. Sim… uma doença.

Pior que as dores físicas que já senti, tem efeito devastador sobre o prazer de viver.

Como vai ser? Quando vai ser? E se não der certo? E agora? O que eu vou fazer? Como eu vou viver???

Antônimo da fé.

Total falta de fé.

A ansiedade revela a cegueira espiritual e o esquecimento absoluto de que existe um Deus Pai. Até parece que já não se conhece o fim!

E se já se conhece o fim, pra que tanta agonia? Pra que tanta correria? Por que tamanha covardia?

Passo meus dias pensando nos próximos dias. Naqueles que eu ainda não sei como serão ou se existirão. O dinheiro para entrar, o filho para ganhar, a filha para se formar, o genro para trabalhar e todos eles para se realizar!

Quando foi mesmo que eu perdi o prazer do presente? Não sei… Não me lembro! Só sei que faz tempo.

Nunca pensei tanto no passado. E o fato do passado não existir mais, faz com que esta seja a mais idiota das atividades cerebrais. Agora tenho a certeza absoluta de que estava certa quando só olhava pra frente. Eu era criticada, mas era mais feliz. Bem mais feliz.

Olhar pra frente gera o sonho, que gera a esperança, a perseverança e finalmente a realização. Afinal de contas, a idealização de algo acaba trazendo à existência as coisas com as quais se sonha. Sempre foi assim! Possuo provas: o marido pelo qual esperei e lutei, o casamento que alimentei, a carreira que disciplinadamente construí e finalmente os filhos a quem fiz crer que tudo é possível!

Tudo é possível? Peraí!!! Quem disse isso mesmo?

Nem parece algo familiar…

Onde foi? Onde está? Quero reencontrar!

Encontrar novos sonhos pra sonhar! Novas coisas para conquistar! Novos projetos para construir! Uma casa? Uma carreira? Uma reputação? Um projeto? Novos amigos?

Queria voltar a ter a intensidade da juventude. Isso sim!!!! A juventude foi a melhor fase. Adoro a fala de uma velhinha que conheço que afirma que o maior mentiroso é aquele que cunhou a expressão “Melhor Idade” para se referir – e consolar – os idosos.

Mas enfim… amanhã é dia de ir para Pirenópolis com meu Amor. Quem sabe vou relaxar, curtir, esquecer, transar, beber, dormir e acordar como se não houvesse amanhã? Quem sabe…

 

Porto Velho, Rondônia, 20 de fevereiro de 2015.

Liderança e Liberdade

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Os erros e acertos de grandes líderes corporativos projetados nos resultados das organizações têm trazido à tona novas maneiras de pensar a liderança e o papel do líder.

Comumente relacionamos o ato de liderar a iniciativas de orientação, comando ou controle com base em crenças e conceitos da pessoa que lidera, partindo do princípio que esta possui competências de destaque e foi preparada para ocupar o posto. Mas até que ponto liderar significa determinar ou direcionar para que as coisas sejam feitas dentro do padrão do líder?

Penso que o ato de liderar tem maior relação com a capacidade de inspirar pessoas e organizá-las em torno de objetivos comuns, do que propriamente com a capacidade de comandá-las ou administrar suas capacidades rumo a estes mesmos objetivos. O ato de liderar, ao contrário do que comumente se pratica, está mais próximo da liberdade do que do controle, uma vez que a liderança que inspira deve criar um ambiente que traga à tona o melhor de cada integrante, despertando também a responsabilidade e a disciplina necessárias à execução que levará o time ao tão sonhado resultado que supera expectativas.

Os objetivos coletivos antes dos individuais, os valores organizacionais antes dos pessoais e as crenças coletivas à frente das crenças do líder deveriam ser suficientes para impulsionar facilmente times inteiros para grandes realizações conjuntas.

Mas o grande desafio é, então, posto diante de nós: como nos livrarmos do ego, da satisfação pessoal e do status que misturam a liderança à hierarquia e impedem o líder de dar voz e espaço a todos os componentes do seu time? Como abrir mão de antigas crenças individuais em prol de uma construção coletiva que seja motivadora para todos? Libertar-se das amarras e benefícios individuais em nome do coletivo não á para qualquer um! Conceder liberdade criativa a um time, muito menos!

O primeiro grande desafio da liderança está, portanto, dentro de cada pessoa que se dispõe a abrir mão do seu próprio EU em prol do brilhantismo e da riqueza do coletivo, sempre que necessário!

Brasília, 27 de outubro de 2014.